sábado, 12 de março de 2011

Visão dos Orientadores Espirituais sobre o Carnaval

visualizar
O ESPÍRITA FRENTE AO CARNAVAL. 
 
O espírita, jamais deverá reclinar-se as atitudes de omissão, frente aos excessos de qualquer matiz, tampouco se confraternizar com o império fugidio do erro. Vianna de Carvalho

Estudioso e convicto de sua função ante o seio das sociedades, coerente com as imperfeições que ainda tem por reestruturar, o aprendiz da ramagem espírita sabe que as imprudências que observa nos outros, são muitas vezes companheiros mui conhecidos de seu próprio passado de erros clamorosos.
Por tal motivo, cremos que não deve o neófito do aprendizado cristão renovador, enclausurar-se em grupelhos de discussões indevidas, onde abunde a critica mesquinha aos atuais pupilos de Momo.
 
Da mesma forma não deverá obnubilar-se em “retiros” improdutivos a fim de afastar-se da “invasão” das trevas.
Deverá sim aproveitar o período muita vezes dedicado às bebedeiras e ao sexo libertino, em atitudes sóbrias de acordo com os preceitos crísticos.

Diante dos múltiplos chamamentos feitos aos “jovens” caberá aos pais e evangelizadores, orientar quanto ao mau direcionamento da alegria, e entender que boa parte dessas ‘descobertas “são períodos passageiros que tendem a diminuir sua influencia, quando o” jovem “encontra nos pais, exemplo férreo e honesto. Haja vista que muitos pais acreditando-se encobertos pelas horas da madrugada, dão-se a bisbilhotar os bailes televisivos onde mulheres se apresentam em condições de fêmeas ofertadas em atacado e varejo, ou de homens que se aniquilam moralmente na condição de travestis-caricatos, que se apresentam de forma ridícula perante sua própria e respeitável condição (opção) homossexual. 
 
Sem descrevermos ainda, heterossexuais, que malbaratam-se na caça a presa (seja ela qual for).

O espírita consciente sabe que também ele, um dia já freqüentou as bacanais romanescas, as transgressões das monarquias franco-lusitanas, as explorações da escravidão negra e moura, alem do celibato hipócrita das abadias da mentira, múltiplos erros de épocas passadas que a memória atual, por benesse divina, muitas vezes não consegue registrar.
 
Entende o espírita convicto que aquele que possui “telhado de vidro”, não atira pedras na casa alheia.
 
Lembremos do ensinamento do Cristo na passagem da mulher chamada “adultera”, e veremos que frente à própria consciência pecadora (que ainda vive em todos em a Terra), os acusadores que ali estavam, fastaram-se envergonhados devolvendo as pedras ao chão, a condição de magistrado da moral alheia é tal como a espada de Dâmocles, prestes a cair sobre a cabeça impura.
 
Dir-se-á então: 
o que fazer?
 
Cremos ser de grande valia o “arregaçar as mangas” indo de encontro ao trabalho. 
 
Aproveitar então os dias de folia, para: reavaliar o próprio momento espiritual, promover reuniões de estudo e prece nas casas espíritas, edificar visitas fraternas entre os companheiros de jornada, traçar planos de novas obras, manter as tarefas de assistência, deleitar-se com as belezas da natureza, recomendar prece aos que viajam, e orar pelos que optam por caminhos obscuros, orando ainda por aqueles que deixarão a Terra em condições dolorosas, sabendo, contudo, que “Deus é por nós” portanto, “quem será contra nós?”
 
Emmanuel – Chico Xavier.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...