sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A MORTE




A morte é a chave que desvenda o mistério aparente da vida. É pelo entendimento da morte que compreendemos a vida, pois a morte é parte do processo da vida, no sentido mais amplo. Em outro sentido, a vida e a morte são duas extremidades de um mesmo processo e se você entender o fim de um processo, você também compreenderá o outro lado. Assim, por entender o propósito da morte também entenderemos o propósito da vida. É pela contemplação da morte, que amolecem os corações mais duros, ligam-se uns aos outros com cordas de amor e compaixão, e destroem-se as barreiras sociais, credo e raça entre os povos.

A morte é um grande nivelador. O orgulho de nascimento, o orgulho da posição social, o orgulho da riqueza, o orgulho do poder, deve ceder ao pensamento de que todos nós somos consumidores da inevitável morte. É pela contemplação da morte que ajudamos a destruir a paixão do prazer sensorial. É pela contemplação da morte que destruímos a vaidade. É pela contemplação da morte que damos equilíbrio e um saudável senso de proporção às nossas mentes altamente moldada com o seu equivocado senso de valores. A plena consciência da morte não só purifica e refina a mente, mas também tem o efeito de despojar a morte de seus medos e terrores, e de ajudar naquele momento solene em que estaremos ofegando para o último suspiro, para enfrentar essa situação com firmeza e calma.
Assim nunca ficaremos assustados com a idéia da morte, porém estaremos sempre preparados para isso. ff
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