quarta-feira, 26 de abril de 2017

CHÁ FRATERNO DAS MÃES

https://www.facebook.com/events/440441109662244/
No dia 11 de Maio, estaremos realizando mais um encontro de amigos e trabalhadores do Centro Espírita Bezerra de Menezes, no qual em ambiente de fraternidade e união cristã, esperamos poder, mais uma vez, conseguir os recursos necessários para saldar as dívidas da Casa.

domingo, 5 de março de 2017

Como Chico Xavier fez do Brasil o maior país espírita do mundo

Em 75 anos de trabalho, Chico Xavier conseguiu fazer do Brasil a maior nação espírita do mundo. Mais de 3,8 milhões de brasileiros se dizem seguidores da religião. Contando os simpatizantes, o número pula para 30 milhões. Esse talvez seja o principal legado do médium no Brasil: tornar a religião acessível, conhecida e respeitada.
Os brasileiros logo reconheceram a dimensão do médium. Em 2006, a revista Época decidiu escolher o maior brasileiro da história. A publicação formou uma comissão com 33 personalidades notáveis, que ia do ex-presidente Fernando Henrique ao ator Paulo Autran, para escolherem o agraciado. Deu empate entre o escritor Machado de Assis e o político e diplomata Ruy Barbosa. A redação se viu obrigada a votar também, e o escolhido foi Barbosa. Em paralelo, Época criou uma enquete online para dar voz aos leitores na questão. A revista colocou no site uma lista de 50 nomes pré-selecionados.
O médium não estava entre as sugestões oferecidas pela redação. Mas a votação previa um espaço em branco para que o leitor elegesse outras pessoas. Com essa brecha, o azarão Chico Xavier assumiu a ponta da eleição e terminou em primeiro lugar, com 36% dos votos, o dobro do segundo colocado, Ayrton Senna.
Chico também venceu o concurso O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, promovido pelo SBT ao longo de 12 programas em 2012. Para chegar ao posto, o mineiro deixou para trás Irmã Dulce, Princesa Isabel, Oscar Niemeyer e Juscelino Kubitschek. Chico, no programa final, foi representado pelo amigo Saulo Gomes, o jornalista que lhe convenceu a dar a entrevista para o Pinga-Fogo.
Desde 2002, o mineiro calou-se, mas deixou um amplo e fértil terreno para outros espíritas trilharem seu caminho. Chico não deixou herdeiros diretos. Na Casa da Prece, em Uberaba, ele era o único médium. Mas a semente estava plantada. A cidade tinha cerca de cem centros espíritas no ano da sua morte. No vácuo de Chico, nomes como Divaldo Pereira Franco puderam consolidar suas carreiras.
Divaldo é o maior missionário do espiritismo. Aos 89 anos, quase 70 deles dedicados à doutrina, percorreu os cinco continentes e milhares de cidades brasileiras para divulgar a religião por meio de palestras e entrevistas, sendo o principal responsável pela abertura de novos centros e pelo crescimento do movimento fora do Brasil. Achou conforto nos espíritos ainda criança, quando dois irmãos morreram. Em 1947, aos 20 anos de idade, fundou um centro espírita em Salvador.
Começou a psicografar mensagens ainda na adolescência. O primeiro livro, Messe de Amor, só seria publicado em 1964, quando Divaldo já tinha quase 40 anos. Mas depois disso deslanchou: foram mais de 250 títulos, alegadamente guiados por mais de 200 espíritos. Vendeu 8 milhões de exemplares, com tradução para quase 20 idiomas. Parte do sucesso se explica pela versatilidade. Nos seus textos, Divaldo explorou vários estilos, tendo publicado contos, romances, poemas e crônicas. Os temas também foram plurais: há livros psicológicos, doutrinários, históricos e até mesmo infantis.
Divaldo diz que recebe mensagens de uma mentora chamada Joanna de Ângelis, espírito que teria um talento especial para reencarnar em pessoas que testemunharam fatos históricos. Em suas vidas passadas, Joanna teria sido uma das mulheres que acompanhavam Jesus no momento da crucificação, a fundadora de uma ordem católica no século 13, uma poetisa mexicana no século 17 e mártir da independência da Bahia em 1822.
Com a ajuda de Joanna, Divaldo diz ter escrito os livros Autodescobrimento, de 1995, e Triunfo Pessoal, de 2002, sucessos recentes de uma série psicológica em que o médium explora uma abordagem mais próxima da autoajuda. Embora respeitosas à doutrina kardecista, as psicografias do médium baiano estão mais alinhadas a uma nova faceta do espiritualismo, em que os adeptos buscam apoio do plano dos mortos para prosperar e superar os problemas do cotidiano.
Embora seja conhecido pela psicografia, Divaldo diz possuir talento para clarividência, vidência e psicofonia – a habilidade de falar em nome de espíritos. Além da importância dentro do movimento espírita, Divaldo também é responsável por projetos sociais na cidade de Salvador, onde fundou a Mansão do Caminho, em 1952.
O mercado editorial espírita deve muito a Chico Xavier. Ele escreveu mais de 400 livros em vida e deixou um catálogo de 491 títulos, incluindo as obras póstumas com coletâneas de textos inéditos. Divaldo e outros autores alinhados à doutrina vendem milhões de exemplares, uma babilônia perto das tiragens médias de 3 mil exemplares dos livros do mercado “laico”. A grande massa de leitores espíritas cultivada por Chico Xavier permitiu, por exemplo, o sucesso de Zibia Gasparetto, uma médium de 90 anos autora de livros supostamente psicografados desde 1958. Ela coleciona mais de 40 títulos, alguns deles traduzidos para o inglês, espanhol e japonês, e acumula mais de 16 milhões de exemplares vendidos. É figura constante nas listas dos best-sellers brasileiros.
Mas a autora se distanciou da doutrina. Ela já foi kardecista engajada, deixou o movimento e hoje se diz identificada com o termo “espiritualista”, mais genérico que “espírita”, uma palavra que pode ser entendida como sinônimo de “kardecista”. No final dos anos 1960, Zibia fechou o centro espírita que mantinha com a venda de livros e passou a publicar por uma editora própria. Manteve poder sobre seus direitos autorais, uma decisão radicalmente oposta aos ensinamentos de Chico Xavier e que rende críticas até hoje – para os espíritas, o médium não pode ganhar em cima do que teria recebido de graça. Zibia é empresária e comanda uma lucrativa operação familiar que inclui programas de televisão, rádio e palestras – além dos livros. Ela não enxerga conflito ao monetizar o suposto dom mediúnico. Embora enfrente certa oposição, Zibia encontrou sucesso dentro e fora do movimento espírita, e parte da explicação está no teor das obras, que transitam no popular segmento de autoajuda.
Outro pilar espírita de hoje está em Goiás. Mais precisamente para a cidade de Abadiânia, onde João de Deus promove seus tratamentos sobrenaturais. Estima-se que ele já tenha tratado mais de 9 milhões de pessoas na Casa Dom Ignácio de Loyola, seu quartel-general em Abadiânia. Lá, ele promove sessões de reza e meditação, mas também corta alguns doentes com bisturis, dispensando qualquer anestesia, ou enfia facas ou tesouras nas narinas dos pacientes. Tudo parece ocorrer sob algum tipo de transe, e os voluntários dizem que não sentem dor. João de Deus já teria arrancado até tumores do cérebro de doentes com suas técnicas nada ortodoxas. Quando incorpora o papel de médico, o médium fica com o olhar perdido e fala pouco. Parece fora de si.
As filas que contornavam os quarteirões de Uberaba agora são vistas em Abadiânia. Ônibus de todo o Brasil estacionam na cidade de 17 mil habitantes que vive em função de atender as caravanas de doentes. São apenas 117 km de Brasília, uma posição privilegiada que ajuda a ampliar a clientela de João de Deus. O médium é um fenômeno no Brasil, mas cerca de 80% dos doentes vem do exterior, onde ele é conhecido como John of God. Em 2012, foi a vez da apresentadora Oprah Winfrey desembarcar em Abadiânia para encontrar o curandeiro e gravar segmento para o seu programa, um dos campeões de audiência nos Estados Unidos. Parte da fama internacional veio após o depoimento da atriz Shirley MacLaine, que diz ter sido curada de um câncer no abdômen com a ajuda do curandeiro.
Divaldo, Zibia e João de Deus podem ter ocupado o espaço que foi todo de Chico Xavier, mas os seguidores ainda aguardam notícias do mineiro. Antes de morrer, Chico afirmou que não se manifestaria logo do mundo espiritual. Mas deixou uma senha, ou seja, um código secreto, para confirmar a autenticidade de mensagens suas quando enfim resolvesse se comunicar direto do plano dos mortos. Ele queria evitar que charlatões anunciassem a chegada de uma mensagem exclusiva sua – o que lançaria qualquer médium ao estrelato. A chave para o contato com Chico no além foi entregue oito anos antes da sua morte ao filho adotivo, Eurípedes Higino dos Reis, ao médico e amigo Eurípedes Tahan Vieira e para a vizinha Kátia Maria. Cada um recebeu uma palavra diferente, um segredo individual, que não deve ser compartilhado nem entre os integrantes do trio. A verdadeira carta enviada por Chico teria necessariamente essas três palavras mágicas. Os fiéis seguem aguardando.
[Este texto é um trecho do livro Chico Xavier. A vida. A obra. As polêmicas., publicado pela SUPER]

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Resumo da Doutrina dos Espíritos



Os seres que se manifestam designam-se a si mesmos, como dissemos pelo nome de Espíritos ou Gênios, e dizem, alguns pelo menos, que viveram como homens na Terra. Constituem o mundo espiritual, como nós constituímos durante a nossa vida, o mundo corporal. Resumimos em poucas palavras os pontos principais da doutrina que nos transmitiram, a fim de mais facilmente responder a certas objeções:
“Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.
“Criou o Universo, que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.
“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal e os seres imateriais o mundo invisível ou espírita, ou seja, dos Espíritos.
“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo.
“O mundo corporal é secundário; pode deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo espírita.
“Os Espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível e sua destruição pela morte os devolve à liberdade.
“Entre as diferentes espécies de seres corporais, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que chegaram a um certo grau de desenvolvimento, o que lhes dá superioridade moral e intelectual perante as demais.
“A alma é um Espírito encarnado e o corpo é apenas o seu invólucro.
“Há no homem três coisas: l.”) O corpo ou ser material, semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2.-) A alma ou ser imaterial, espírito encarnado no corpo; 3.») o liame que une a alma ao corpo, principio intermediário entre a matéria e o Espírito.
“O homem tem, assim, duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, dos quais possui os instintos; pela alma participa da natureza dos Espíritos.
“O liame ou perispirito que une corpo e Espírito é uma espécie de invólucro semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no seu estado normal, mas que ele pode tornar acidentalmente visível e mesmo tangível, como se verifica nos fenômenos de aparição.
“O Espírito não é, portanto, um ser abstraio, indefinido, que só o pensamento pode conceber. É um ser real, definido, que em certos casos pode ser apreciado pelos nossos sentidos da vista, da audição e do tato.
“Os Espíritos pertencem a diferentes classes, não sendo iguais em poder nem inteligência, saber ou moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos Superiores que se distinguem pela perfeição, pêlos conhecimentos e pela proximidade de Deus, a pureza dos sentimentos e o amor do bem: são os anjos ou Espíritos puros. As demais classes se distanciam mais e mais dessa perfeição. Os das classes inferiores são inclinados às nossas paixões: o ódio, a inveja, o ciúme o orgulho etc., e se comprazem no mal. Nesse número há os que não são nem muito bons, nem muito maus; antes perturbadores e intrigantes do que maus; a malícia e a inconseqüência parecem ser as suas características: são os Espíritos estouvados ou levianos.
“Os Espíritos não pertencem eternamente à mesma ordem. Todos melhoram, passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esse melhoramento se verifica pela encarnação, que a uns é imposta como uma expiação e a outros como missão. A vida material é uma prova a que devem submeter-se repetidas vezes até atingirem a perfeição absoluta; é uma espécie de peneira ou depurador de que eles saem mais ou menos purificados.
“Deixando o corpo, a alma volta ao mundo dos Espíritos, de que havia saído para reiniciar uma nova experiência material após um lapso de tempo mais ou menos longo durante o qual permanecerá no estado de Espírito errante(1)
“Devendo o Espírito passar por muitas encarnações, conclui-se que todos nós tivemos muitas existências e que teremos ainda outras mais ou menos aperfeiçoadas, seja na Terra ou em outros mundos.
“A encarnação dos Espíritos ocorre sempre na espécie humana. Seria um erro acreditar que a alma ou espírito pudesse encarnar num corpo de animal.
“As diferentes existências corporais do espírito são sempre progressivas e jamais retrógradas, mas a rapidez do progresso depende dos esforços que fazemos para chegar a perfeição.
“As qualidades da alma são as do Espírito encarnado. Assim, o homem de bem é a encarnação de um bom Espírito e o homem perverso, a de um Espírito impuro.
“A alma tinha a sua individualidade antes da encarnação e a conserva após a separação do corpo.
“No seu regresso ao mundo dos Espíritos, a alma reencontra todos os que conheceu na Terra e todas as suas existências anteriores se delineiam na sua memória, com a recordação de todo o bem e todo o mal que tenha feito.
“O Espírito encarnado está sob influência da matéria. O homem que supera essa influência, pela elevação e purificação de sua alma, aproxima-se dos bons espíritos com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros aproxima-se dos Espíritos impuros, dando preferência à natureza animal. Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo.
“Os Espíritos não-encarnados ou errantes não ocupam nenhuma região determinada ou circunscrita; estão por toda parte, no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos sem cessar. É toda uma população invisível que se agita em nosso redor.
“Os Espíritos exercem sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico uma ação incessante. Agem sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das forças da Natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até agora inexplicados ou mal explicados, que não encontram solução racional.
“As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos convidam ao bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação; os maus nos convidam ao mal: é para eles um prazer ver-nos sucumbir e cair no seu estado.
“As comunicações ocultas verificam-se pela influência boa ou má que eles exercem sobre nós sem o sabermos, cabendo ao nosso julgamento discernir as más e boas inspirações. As comunicações ostensivas realizam-se por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, na maioria das vezes através dos médiuns que lhes servem de instrumentos.
“Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou pela evocação. Podemos evocar todos os Espíritos: os que animaram homens obscuros e os dos personagens mais ilustres, qualquer que seja a época em que tenham vivido; os de nossos parentes, de nossos amigos ou inimigos, e deles obter, por comunicações escritas ou verbais, conselhos, informações sobre a situação em que se acham no espaço, seus pensamentos a nosso respeito, assim como as revelações que tenham a permissão de fazer-nos.
“Os Espíritos são atraídos na razão de sua simpatia pela natureza moral do meio que os evoca. Os Espíritos superiores gostam das reuniões sérias em que predominam o amor do bem e o desejo sincero de instrução e de melhoria. Sua presença afasta os Espíritos inferiores, que encontram, ao contrário, livre acesso e podem agir com inteira liberdade entre as pessoas frívolas ou guiadas apenas pela curiosidade, e por toda parte onde encontrem maus instintos. Longe de obtermos bons conselhos e informações úteis desses Espíritos, nada mais devemos esperar do que futilidades, mentiras, brincadeiras de mau gosto ou mistificações, pois freqüentemente se servem de nomes veneráveis para melhor nos induzirem ao erro.
“Distinguir os bons e os maus Espíritos é extremamente fácil. A linguagem dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, cheia da mais alta moralidade, livre de qualquer paixão inferior, seus conselhos revelam a mais pura sabedoria e têm sempre por alvo o nosso progresso e o bem da Humanidade. A dos Espíritos inferiores é inconseqüente, quase sempre banal e mesmo grosseira; se dizem às vezes coisas boas e verdadeiras, dizem com mais freqüência falsidades e absurdos, por malícia ou ignorância; zombam da credulidade e divertem-se à custa dos que os interrogam, lisonjeando-lhes a vaidade e embalando-lhes os desejos com falsas esperanças. Em resumo as comunicações sérias, na perfeita acepção do termo, não se verificam senão nos centros senos, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos dirigidos para o bem.
“A moral dos espíritos superiores se resume, como a do Cristo nesta máxima evangélica: “Fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam , ou seja, fazer o bem e não o mal. O homem encontra nesse princípio a regra universal de conduta, mesmo para as menores ações.
“Eles nos ensinam que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que, desde este mundo, se liberta da matéria pelo desprezo das futilidades mundanas e o cultivo do amor ao próximo, se aproxima da natureza espiritual; que cada um de nós deve tornar-se útil segundo as faculdades e os meios que Deus nos colocou nas mãos para nos provar; que o Forte e o Poderoso devem apoio e proteção ao Fraco porque aquele que abusa da sua força e do seu poder para oprimir o seu semelhante viola a lei de Deus. Eles ensinam enfim que no mundo dos Espíritos nada pode estar escondido: o hipócrita será desmascarado e todas as suas torpezas reveladas; a presença inevitável e incessante daqueles que prejudicamos é um dos castigos que nos estão reservados; ao estado de inferioridade e de superioridade dos Espíritos correspondem penas e alegrias que nos são desconhecidas na Terra
“Mas eles nos ensinam também que não há faltas irremissíveis que não possam ser apagadas pela expiação. O homem encontra o meio necessário nas diferentes existências que lhe permitem avançar, na via do progresso em direção à perfeição que é o seu objetivo final.”
Este é o resumo da Doutrina Espírita, como ela aparece no ensinamento dos Espíritos superiores.


O Livro dos Espíritos

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Ser Espírita


Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão... Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera... Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade...

Não é superar o próximo; é superar a si mesmo... Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno...

Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação; é compreendê-la... como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição... Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber...

Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança... Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer...

Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão...

O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença... Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante DEUS...

Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom...

Ser espírita não é curar ninguém; é  contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura... Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de DEUS e nos seus próprios, que estão na sua vontade sincera e perseverante...

Ser espírita não é consolar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, é mais bem aventurado dar do que receber...
 
Não é esperar que DEUS desça até onde nós estamos;  é subir ao encontro de DEUS, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.

Isto é ser Espírita com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre.
Extraído do livro Aprendendo a lidar com as crises
De Wanderley Pereira.
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